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quarta-feira, 12 de março de 2014

Sem glúten? Sem lactose? Proteico? Low Carb? Sobre a dieta da autora do Saúde em Prática!

Olá pessoal, tudo bem? Como muitas pessoas estão me enviando e-mail e mensagens nas redes sociais perguntando sobre minha dieta, hoje contarei um pouquinho sobre ela para que vocês entendam porque eu não como nada com glúten e lactose, e porque minhas receitas muitas vezes têm mais proteínas e/ou gordura boa e/ou carboidratos.

Até os 17 anos me alimentava muito mal! Não comia absolutamente nenhuma fruta ou verdura e vivia a base de industrializados e alimentos com muita gordura saturada, açúcar e sódio (macarrão instantâneo, batata frita, hambúrguer, salsicha, lasanha congelada, pizza, achocolatado, bolacha recheada e a partir daí só piora). Apesar disso, sempre fui magra, mas tinha os braços e as pernas extremamente finos e aquela barriguinha saliente. Também tinha o intestino preso, mas não me incomodava. Não sei como, mas eu até gostava de não precisar ir ao banheiro durante vários dias.

Mas, aos 17, tudo mudou... Concluí o ensino médio e estava fazendo cursinho pré-vestibular quando comecei a passar mal diariamente. Ir ao banheiro se tornou rotina, assim como eventualmente frequentar uma emergência para tomar soro e plasil na veia depois de tanto vomitar e ter diarreia. Os médicos de  plantão que me atendiam diziam que poderia ser uma virose, algum alimento estragado que comi, ou até mesmo nervosismo e ansiedade com o vestibular... Até que não aguentei mais e procurei minha pediatra (sim, eu ainda consultava com pediatra aos 17 anos... hehehe). Ela solicitou o exame sanguíneo para verificar se eu tinha intolerância à lactose e, advinha? Positivo!!! Achei que o meu mundo ia acabar... Como assim, viver sem queijo, leite e derivados e todos os industrializados que contém leite? (a lactose é o açúcar do leite e já escrevi duas matérias falando mais sobre isso AQUI e AQUI).

Não tive escolha, pois já estava ficando muito debilitada de tanto passar mal. Retirei a lactose da minha alimentação e os sintomas de diarreia, vômitos, dor abdominal e desmaios por fraqueza melhoraram pouquíssimo. O vestibular chegou; fiz a prova (até hoje não sei como, pois perdi as contas de quantas vezes fui ao banheiro naquele dia); passei (eu tinha estudado muito, e tenho orgulho de dizer que apesar desta situação complicada de saúde, passei em primeiro lugar para o curso de Bacharelado em Educação Física da Universidade do Estado de Santa Catarina); as aulas começaram em agosto e eu continuava passando mal! Então, a pediatra me encaminhou para uma gastroenterologista e ela solicitou uma endoscopia com biópsia para verificar uma possível doença celíaca (intolerância permanente ao glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada, no centeio, na aveia e no malte - já escrevi uma matéria falando mais sobre o assunto AQUI). Eu nem sabia o que era glúten ou o que era essa doença, mas fiz o exame e, advinha? Positivo! As vilosidades do meu intestino delgado (partes do intestino responsáveis pela absorção dos nutrientes) estavam completamente danificadas, ou seja, eu não conseguia digerir mais nada da forma adequada e não absorvia os nutrientes necessários dos alimentos. 

Tive me informar sobre alimentos sem glúten e sem lactose, e mudar toda a minha rotina alimentar! Já estava muito magra devido aos sintomas ruins constantes, cheguei a pesar 47kg (tenho 1,64 de altura), mas não foi um processo de emagrecimento saudável. Minha aparência era de uma pessoa doente, fraca, debilitada. Por conta destas mudanças, minha alimentação teve que se tornar um pouco mais saudável "na marra". Aprendi a comer algumas frutas e verduras e a substituir os ingredientes com glúten e lactose por outros (como farinha de arroz, leite de soja, etc.). Depois de aproximadamente 6 meses tive melhoras significativas nos sintomas e depois de um ano comecei a recuperar meu peso! Aí que veio o problema: tudo que eu encontrava sem glúten e sem lactose eu comia! Tudo! Mesmo não estando com fome, ou sendo um alimento industrializado tão carregado de gordura e açúcar como os outros, eu queria comer! E, aos poucos fui engordando... Praticava musculação, mas não levava muito a sério, portanto, o resultado só poderia ser aumento de peso! Quando cheguei aos 64kg em 2012 e tive que comprar uma calça jeans número 42 me apavorei (lembra que eu cheguei a 47kg? e tive que usar calça número 32 neste época!). 

A partir do susto com os 64kg na balança comecei a me interessar mais por alimentação saudável, pesquisar sobre os nutrientes, a composição dos alimentos e a fazer dietas para emagrecer. Na primeira que fiz em 2013, emagreci 8 kg, mas não procurei orientação nutricional. A dieta feita por conta própria me ajudou a perder peso, mas fiz uma avaliação física na época e meu percentual de gordura ultrapassava 21%. Isso significa que perdi muita massa magra junto nesse período. Por isso, resolvi procurar uma nutricionista e passei a me dedicar aos meus treinos de musculação e a ter uma alimentação cada vez melhor. Iniciei uma dieta para ganho de massa muscular e em 1 mês consegui ganhar 2 kg de massa magra! Passei a admirar corpos femininos levemente definidos e a aderir ao estilo de vida "fitness". No entanto, aproximadamente quatro meses depois  correria do Mestrado me fez priorizar os estudos e parei com tudo (dieta e exercícios).

Em janeiro deste ano eu tinha recuperado muita gordura e perdido massa muscular. Na balança, constava 56,5 kg. Decidi então me colocar em primeiro lugar, ser eu mesma a minha prioridade e focar de vez em uma vida mais saudável. Retomei a orientação nutricional e, aos poucos, à rotina de dieta e treinos e foi muito mais fácil perder os quilinhos extras. De forma geral, diminui a quantidade de carboidratos e aumentei a de proteínas e gorduras boas. Não aderi a nenhum outro tipo de dieta que restringi completamente determinados nutrientes, apenas diminui UM POUCO os carboidratos. Treinei musculação de segunda à sexta e, às vezes, sábado, e também fiz aeróbios (caminhada e corrida) todos os dias! De 6 de janeiro de 2014 a 6 de março de 2014, ou seja, em apenas 2 meses, alcancei 48,8 kg (-7,7 kg). Desta vez, foi um processo de emagrecimento saudável (embora rápido), pois consegui perder mais gordura e preservar minha massa magra. A aparência nem se compara com o processo de emagrecimento feito no ano anterior. Aprendi de vez que a composição corporal (tem uma matéria sobre o assunto AQUI) é mais importante que os números da balança.

Meu objetivo agora é iniciar a dieta de ganho de massa magra e dessa vez manter minha rotina durante todo o ano! A quantidade de carboidratos irá aumentar um pouquinho, mas continuarei dando preferência àqueles que tem baixo índice glicêmico (liberam energia lentamente, não elevando a taxa de glicose sanguínea de forma rápida). Fiz da minha condição de celíaca e intolerante à lactose uma ferramenta para levar uma vida mais saudável. Por esse relato, é possível perceber que não é porque tenho estas intolerâncias alimentares que posso estar magra ou acima do peso! Independentemente de qualquer restrição alimentar, emagrecer ou engordar depende de tudo o que você come e da prática de exercícios. Enfatizo que o tipo de dieta que faço é específica pra mim, prescrita por uma nutricionista e os treinamentos também, elaborados por mim mesma, pois como sabem, sou formada em Educação Física pela UDESC! Para você alcançar seus objetivos, sugiro que também procure orientação profissional!

Ao longo do ano irei compartilhando mais informações sobre minha rotina alimentar e de exercícios! Devo muito à minha mãe que até hoje me ajuda com toda a minha alimentação, preparando quitutes saudáveis e saborosos (sou péssima na cozinha e só este ano comecei a me aventurar nas receitas... rsrsrs) e ao meu noivo que também passou por tudo isso ao meu lado, me apóia até hoje e me motiva muito a continuar com esse estilo de vida!

Espero que tenha conseguido esclarecer as dúvidas de alguns e incentivar ou motivar outros! Bjs, Pri.

Obs.: Imagem de fundo da capa desta publicação retirada do google imagens
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Dieta sem glúten pode ajudar a combater as complicações da diabete, diz estudo!

Um estudo recente elaborado pelo Dr. Malalasekera e seus colaboradores (do Department of Endocrinology and Diabetes, Royal Children's Hospital em Melbourne, na Austrália) sugere que, ao mesmo tempo em que a eliminação do glúten é eficaz para redução dos sintomas e complicações da doença celíaca, também poderia ter um efeito positivo na redução das complicações da diabete a longo-prazo para as pessoas portadoras das duas doenças.

A hiperglicemia ainda é considerada uma das causas principais dos problemas associados à diabete. Quando o excesso de glicose se deposita nas células, este forma substâncias denominadas produtos finais da glicosilação avançada (PFGAs), os quais se acumulam e podem facilitar o desenvolvimento de complicações como a insuficiência renal.
Assim, o Dr. Malalasekera e seus colaboradores postularam que - dado que a dieta livre de glúten é pobre em farinhas e alimentos processados a altas temperaturas (os quais são ricos em PFGAs) - a eliminação do glúten poderia levar a níveis de PFGAs nas crianças com doença celíaca mais baixos (e melhor funcionamento renal) do que os observados nas crianças diabéticas não-celíacas.
A pesquisa que envolveu 21 crianças com diabete tipo 1 e doença celíaca e 38 crianças apenas com diabete mostrou que aquelas crianças portadores de ambas as doenças (diabete e doença celíaca) de fato tinham níveis mais baixos de PFGAs circulando no sangue, independentemente de fatores como controles metabólicos e do manejo da diabete.
A replicação destes resultados, bem como sua confirmação em estudos envolvendo a eliminação do glúten da dieta em pacientes diabéticos não celíacos, ainda é necessária para que se possa determinar se a dieta sem glúten seria benéfica para diabéticos não celíacos. De qualquer forma, os resultados deste novo estudo sugerem que a adoção da dieta sem glúten pode ser benéfica também na redução das complicações da diabete tipo 1 em crianças diabéticas portadoras da doença celíaca.

Fonte: Revista Sem Gluten e Alergias
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Afinal, a dieta sem glúten emagrece ou engorda?

O glúten é uma proteína presente no trigo, na aveia, na cevada, no centeio e no malte. Algumas pessoas, geneticamente predispostas, podem apresentar  intolerância permanente a essa proteína em qualquer momento da vida, sendo então caracterizados como celíacos. Os principais sintomas da doença celíaca incluem diarreia, náuseas e inchaço abdominal, mas podem haver sintomas não clássicos ou complicações da doença, como anemia, osteoporose, infertilidade, entre outros. A única forma de tratamento é retirar totalmente o glúten da dieta e, nesse processo, muitas pessoas podem emagrecer.

Talvez por isso, nos últimos anos, muito tem sido falado nos meios de comunicação sobre a existência desse tipo de dieta e algumas pessoas aderem a mesma apesar de não ter doença celíaca, acreditando que essa dieta irá emagrecer! Na verdade, não encontrei estudos científicos que comprovem ou não essa informação, mas falando por experiência pessoal de uma celíaca que conhece muitas pessoas com a doença e lê muito sobre o assunto, eu diria que depende muito! Depende do metabolismo de cada um, da tolerância ao glúten que cada organismo apresenta e dos sintomas que o glúten provoca em cada pessoa, sendo ela celíaca ou não.

Em alguns casos, o glúten estimula o famoso "intestino preso", e então, ao retirá-lo da dieta, as pessoas conseguem ter uma melhor regulação intestinal, e portanto, emagrecem!
Em outros (o meu caso), o glúten provoca sintomas de diarreia e náuseas, o que faz com que você perca muito líquido, não absorva corretamente os nutrientes dos alimentos e emagreça, e ao retirar o glúten da dieta, consegue regular seu intestino e recupera o peso perdido ou até mesmo engordar!

Os alimentos industrializados sem glúten nem sempre são menos calóricos ou "mais saudáveis" que outros. Na tentativa de igualar o sabor àqueles com glúten, os alimentos "glúten free" muitas vezes acabam tendo muito mais açúcar, sal e gordura. Por isso, as pessoas que aderem a dieta sem glúten, mas que continuam ingerindo muitos industrializados, podem acabar engordando.

Portanto, o meu conselho é antes de aderir a dieta sem glúten para emagrecer porque ouviu falar ou leu em algum lugar, procure um médico gastroenterologista e/ou um nutricionista para saber se a dieta é indicada para você e se você tem algum tipo de intolerância ou não ao glúten.

Obs.: Imagem de fundo da capa desta publicação retirada do google imagens
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